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18.8.21

Bolsonaro diz em Manaus que estará 'onde o povo estiver' no dia 7 de setembro

 

De acordo com o Ministério da Defesa, não haverá o tradicional desfile cívico-militar do Exército, que será substituído por cerimônia de hasteamento da bandeira

presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira, em cerimônia de entrega de moradias populares em Manaus, que estará "onde o povo estiver" no dia 7 de setembro, data em que se comemora a independência do Brasil. De acordo com o Ministério da Defesa, não haverá o tradicional desfile cívico-militar do Exército, que será substituído por cerimônia de hasteamento da bandeira. O chefe do Executivo tem convocado membros de sua rede de apoio a ir às ruas em manifestação em favor do que chama de "contragolpe".

Na solenidade desta quarta-feira, Bolsonaro entregou chaves de apartamentos a moradores da capital amazonense e, em discurso, voltou a reconhecer o aumento da inflação. "Sabemos que a inflação está batendo na porta de vocês", disse aos presentes.

Mais uma vez, o presidente culpou os governadores pelo aumento dos preços do gás de cozinha e da gasolina, que passou por novo reajuste na última quinta-feira (12). Em 2021, o valor do combustível registrou elevação de 51%. "Hoje muitos reclamam, com razão, do preço do botijão de gás. Realmente, é um absurdo. Se chega a R$ 130, a responsabilidade não é do governo federal", eximiu-se. "Também reclamam, com razão, do preço da gasolina. Se está R$ 6, R$ 7 o litro, vamos ver quem está sendo o vilão nessa história. Não é o governo federal", completou.

O presidente destacou iniciativas de redução de tributos como "compromisso com os mais humildes" e prometeu manter essa política, apesar do quadro de crescente deterioração fiscal do País. "Pensar nos mais humildes é zerar impostos, não aumentar impostos", afirmou. Em seguida, comparou a atual crise pela qual o Brasil passa com "problemas particulares de qualquer pessoa".

A construção das 500 residências entregues hoje iniciaram no âmbito do Minha Casa Minha Vida, programa substituído pelo Casa Verde e Amarela durante o atual governo. O nome antigo da política remetia ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, principal adversário de Bolsonaro no horizonte eleitoral de 2022.

Aglomerações

Como de costume, Bolsonaro provocou aglomerações ao cumprimentar apoiadores ao longo do caminho para o local onde a solenidade foi realizada. Sem máscara, distribuiu apertos de mãos e tirou fotos com o rosto próximo aos dos simpatizantes, que se espremiam atrás de cercas de segurança.

Em dado momento, o pastor líder da igreja Assembleia de Deus, Silas Malafaia, subiu ao púlpito e endossou ataques do presidente contra o Supremo Tribunal Federal (STF). "Supremo poder é o povo, não é caneta de ministro de STF. E ninguém vai tirar um presidente legítimo, com o voto do povo, na caneta", declarou. Em seguida, disse que prevê, de forma profética, "tempo de bênção e prosperidade".

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, também ressaltou a fé cristã de Bolsonaro e fez ataques à imprensa, assim como o chefe do Turismo, Gilson Machado. Ambos discursaram no evento em Manaus.

Por Estadão Conteúdo

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