Bolsonaro nega prevaricação e diz que gravação de conversa com Miranda seria crime

 "Entendo que prevaricação se aplica a servidor público, não a mim", disse Bolsonaro.

O presidente Jair Bolsonaro negou nesta segunda-feira que tenha cometido prevaricação no caso das supostas irregularidades na negociação para a compra da vacina indiana contra Covid-19 Covaxin, afirmando que encaminhou a denúncia para o então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que não encontrou qualquer irregularidade. 

Questionado em entrevista coletiva sobre uma suposta gravação da conversa que teve com o deputado Luís Miranda (DEM-DF) sobre a Covaxin, Bolsonaro disse que seria crime se a conversa tiver sido gravada.

"Entendo que prevaricação se aplica a servidor público, não a mim. Mas eu tomei providência. Falei com o Pazuello. Passei pra frente os papéis que ele (Luis Miranda) deixou lá", disse Bolsonaro.

O presidente se recusou a confirmar se mencionou o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), como suposto envolvido nas negociações da Covaxin, conforme relatado por Miranda. 

A Polícia Federal formalizou a abertura de inquérito contra Bolsonaro por possível crime de prevaricação no caso envolvendo suspeitas de irregularidades nas negociações para a compra da Covaxin, disse uma fonte com conhecimento do assunto nesta segunda-feira.

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