Idosos resgatados de abrigo clandestino em João Pessoa precisam de cirurgias, mas familiares não aparecem para autorizar; Ministério Público tenta localizar parentes

 Pacientes precisam passar por procedimentos médicos, mas desde o fechamento do abrigo, ninguém compareceu ao hospital.

Alguns idosos resgatados do abrigo clandestino em João Pessoa, e que estão internados em hospitais da cidade, estão precisando passar por cirurgias. No entanto, nenhum familiar apareceu para saber como eles estão, acompanhar e autorizar o procedimento cirúrgico. Por muitos não serem da capital paraibana, a Promotoria de Justiça da Cidadania e dos Direitos Fundamentais, Direitos dos Idosos acionou as comarcas dos municípios em que residiam para localizar esses parentes.

O documento solicitando a localização dos familiares foi enviado aos Ministérios Públicos de Mamanguape, Santa Rita e Cruz do Espírito Santo. Ao ClickPB, nesta quinta-feira (22), a promotora de Justiça, Sônia Maia, que está a frente da apuração deste caso, informou a necessidade da presença dos parentes na vida dos idosos. E lembrou que, pela situação de saúde em que se encontram os idosos, é necessário a participação deles no cuidado dos entes no hospital. 

“Tem pessoas que suas famílias são de Mamanguape, Santa Rita, Cruz do Espírito Santo. Enviei carta precatório para os promotores de justiça de lá para procurarem essas famílias”, frisou ao ClickPB. De acordo com Sônia Maia, os moradores resgatados do abrigo ou lar de idoso clandestino estavam em situação crítica. “Foram feitos vários exames traumatológicos pelo IML e ficou destacado que tinha muito idoso com desnutrição e desidratação”, revelou ao portal. 

O abrigo de idosos, que funcionava no bairro de Tambauzinho, em João Pessoa, foi interditado, no início do mês de abril após o Ministério Público da Paraíba receber denúncias de maus-tratos e constatar irregularidades no local. Pelo menos 34 idosos foram transferidos para hospitais e casa de acolhimento na Capital. Dezenove ainda permanecem internados no Hospital Padre Zé e três em casa de acolhimento. Outros estão outros hospitais e alguns foram levados para residências familiares. Porém, não informaram os endereços aos Creas que farão o acompanhamento da situação desses idosos. 

Por ClickPB

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