Sancel
20.4.21

Coquetel de anticorpos Regn-CoV2 é destinado a pessoas com comorbidades e idosos com Covid-19, explica secretário Geraldo Medeiros

 Anvisa autorizou, nesta terça-feira (20), o uso emergencial do Regn-CoV2 contra a Covid-19. O Regn-CoV2 combina dois antivirais: o casirivimabe e imdevimabe.

O secretário de Estado da Saúde, Geraldo Medeiros, informou ao ClickPB que a autorização emergencial da Anvisa para o uso emergencial do Regn-CoV2, coquetel de anticorpos contra a Covid-19, é destinada aos pacientes idosos e pessoas com comorbidades com alto risco de chegar ao quadro grave da infecção causada pelo coronavírus. O Regn-CoV2 combina dois antivirais: o casirivimabe e imdevimabe, conforme explicou o médico ao site.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta terça-feira (20), o uso emergencial do Regn-CoV2 contra a Covid-19. O casirivimabe e o imdevimabe são remédios desenvolvidos pela farmacêutica Roche.

Ainda conforme o secretário Geraldo Medeiros informou ao ClickPB, o Regn-CoV2 é indicado para casos de risco de Covid-19 grave em idosos, obesos, pessoas com diabetes, doenças cardiovasculares e qualquer doença imunosupressora. Ele deve ser injetado na veia em pessoas acima dos 12 anos e com mais de 40kg, que ainda estejam na fase leve ou moderada da Covid-19.

O Regn-CoV2, que combina o casirivimabe e o imdevimabe, bloqueia a entrada do vírus na célula. Ele não é vendido em farmácia e é administrado apenas nos hospitais. O Regn-CoV2 já é usado em outros países.

Remdesivir

Na Paraíba, apenas o Remdesivir já era usado nos pacientes com Covid-19, autorizado pela Anvisa antes do Regn-CoV2, de acordo com informações do secretário Geraldo Medeiros.

O Remdesivir teve registro aprovado pela Anvisa em março, mas ainda está em estudos. Ela atua no bloqueio da replicação do vírus.

Anvisa

A Anvisa informou que "a indicação dos medicamentos é para quadros leves e moderados da doença, em adultos e pacientes pediátricos (12 anos ou mais) com infeção por Sars-CoV-2 confirmada por laboratório, e que possuem alto risco de progredir para formas graves da doença. Isso inclui pacientes com 65 anos ou mais ou que têm certas condições médicas crônicas. É importante destacar que esses anticorpos não previnem a doença.

Outra informação é que os anticorpos só serão administrados em ambiente hospitalar. No entanto, a Agência esclarece que o casirivimabe e o imdevimabe não estão autorizados para uso em pacientes hospitalizados (internados) devido à Covid-19 ou que necessitam de oxigênio de alto fluxo ou ventilação mecânica em seus tratamentos. De acordo com dados do estudo clínico, os anticorpos não demonstraram benefício em pacientes internados, podendo até estar associados a desfechos clínicos piores quando usados.

O casirivimabe e o imdevimabe devem ser administrados juntos por infusão intravenosa. Os possíveis efeitos colaterais incluem anafilaxia (reação alérgica aguda), febre, calafrios, urticária, coceira e rubor. De acordo com a Anvisa, a segurança e a eficácia dos anticorpos continuam a ser avaliadas por meio de estudos que estão em andamento.

Proteínas

Anticorpos monoclonais são proteínas feitas em laboratório e que imitam a capacidade do sistema imunológico de combater patógenos nocivos, como vírus. O casirivimabe e o imdevimabe são anticorpos monoclonais especificamente direcionados contra a proteína de pico (spike) do Sars-CoV-2, projetada para bloquear a adesão e a entrada do vírus em células humanas.

Em um ensaio clínico com pacientes, os anticorpos, administrados em conjunto, mostraram reduzir a internação relacionada à Covid-19 e consultas de emergência em pacientes com alto risco de progressão da doença, no prazo de 28 dias após o tratamento, quando comparados ao placebo."

Por ClickPB

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