Sancel
22.4.21

Após delegada ser presa por tentar extorquir PRF, promotor do Gaeco diz que agentes públicos perderam temor de cometer crimes

 Promotor detalhou que delegada foi detida, pois "ela exigiu determinado pagamento de valores para poder minorar as consequências de um eventual inquérito" contra um PRF.

Após a prisão da delegada Maria Solidade, por tentativa de extorsão contra um policial rodoviário federal, o promotor do Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado), Octávio Paulo Neto, comentou que os agentes públicos perderam o temor de cometer crimes. Em entrevista ao programa Arapuan Verdade, nesta quinta-feira (22), ele detalhou que a delegada foi detida, por força de mandado de prisão preventiva, pois "ela exigiu determinado pagamento de valores para poder minorar as consequências de um eventual inquérito" contra um PRF.

"O caso é emblemático porque demonstra que, infelizmente, o sistema de Justiça precisa ser repensado. Essa já é, me parece, a segunda ou terceira ação penal em face dela por crimes cometidos no exercício da função", explicou Octávio Paulo Neto, ao programa Arapuan Verdade, conforme acompanhou o ClickPB.

De acordo com o promotor, "no (crime) de hoje ela foi presa preventivamente a pedido do Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial (NCAP) do Ministério Público da Paraíba, em conjunto com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado), por concussão. Ou seja, ela extorquiu. E o que é mais emblemático ainda é que ela estava extorquindo um policial rodoviário federal."

Ainda conforme o promotor do Gaeco, isso "demonstra que o Brasil precisa repensar seriamente seus institutos porque, por mais esforço que a gente empreenda, as pessoas não estão tendo o temor de cometer essas práticas. Eu fico me perguntando e imaginando o que uma pessoa que exerce um cargo público como esse é capaz de fazer contra um cidadão comum se ela faz isso com um policial."

Uma delegada e um escrivão da Polícia Civil da Paraíba foram presos, nesta quinta-feira (22), acusados da prática do crime de concussão, que consiste na exigência de vantagens indevidas pelo agente público. Conforme informações exclusivas obtidas pelo ClickPB e pelo jornalista Clilson Júnior, no programa Arapuan Verdade, da rádio Arapuan FM, a delegada alvo do mandado de prisão foi Maria Solidade de Sousa. Segundo a investigação, a delegada estava tentando extorquir um agente da Polícia Rodoviária Federal.

No ano de 2016, a mesma delegada já havia sido alvo de investigações. Naquela época, Maria Solidade de Sousa foi acusada de desviar valores provenientes do pagamento de fianças.

Por ClickPB

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