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3.8.18

Metódico, novo chefe de Neymar controla até alimentação dos atletas

O Paris Saint-Germain espera iniciar com seu novo técnico, o alemão Thomas Tuchel, 44, uma era mais tranquila e positiva para o clube

Após temporada conturbada sob o comando de Unai Emery com rusgas entre atletas e uma eliminação precoce na Liga dos Campeões, o Paris Saint-Germain espera iniciar com seu novo técnico, o alemão Thomas Tuchel, 44, uma era mais tranquila e positiva para o clube.

A começar pelo jogo deste sábado (4), às 9h, contra o Monaco, pela Supercopa da França, na China, que marca a estreia de Tuchel em partidas oficiais pela equipe francesa.
O novo chefe de Neymar no PSG tentou ser jogador. Na verdade conseguiu, mas apenas em clubes da segunda e terceira divisões da Alemanha, até que uma lesão no joelho forçou o fim da carreira aos 25 anos de idade.
Foi então cursar administração, trabalhando como garçom em um bar para ajudar a pagar a faculdade.
Se o futebol não lhe reservou um lugar na elite como jogador, o desejo de fazer parte do mais alto nível no esporte nunca saiu de sua mente. Trabalhou na base do Mainz 05 antes de assumir como treinador do time profissional.
Suas cinco temporadas no clube foram uma verdadeira revolução. No quinquênio, a modesta equipe só não somou mais pontos na Campeonato Alemão do que os grandes Bayern de Munique, Borussia Dortmund, Bayer Leverkusen e Schalke 04, conseguindo ainda classificar-se para duas edições da Liga Europa.
O sucesso o levou ao Borussia Dortmund, onde sofreu com as comparações em relação ao seu antecessor, Jürken Klopp, bicampeão alemão com o clube e que havia trilhado o mesmo caminho, vindo do Mainz.Ao contrário de Klopp, simpático aos fãs pela forma passional como encara o futebol, saudando torcedores junto dos atletas e comemorando gols como se fossem os últimos de sua vida, Thomas Tuchel é bem mais comedido e racional.
No campo técnico, é extremamente metódico e gosta de incorporar conhecimentos de outras áreas e esportes para aumentar a qualidade dos treinos e dos atletas.
Júnior Díaz, que jogou a Copa do Mundo de 2014 pela Costa Rica, trabalhou duas temporadas com Tuchel no Mainz  e confirma a visão do alemão como um trabalhador incansável das minúcias do jogo.
"Ele é muito detalhista, gosta de ter tudo muito controlado. Organiza cada milímetro do campo durante o treino", conta Díaz.
Apesar de alto [1,85 m], o lateral esquerdo tinha deficiências no jogo aéreo, o que Tuchel quis corrigir. Para isso, recorreu a outro esporte. "[Tuchel] Me ajudou a melhorar o salto para cabecear. Usou como exemplo o gesto técnico dos atletas de salto em altura, e me ajudou muito", diz.
Certa vez, entregou ao armênio Henrikh Mkhitaryan, em uma pré-temporada do Borussia Dortmund, o livro "O Jogo Interior do Tênis", considerado uma espécie de Bíblia por muitos tenistas. O livro fala sobre o jogo psicológico travado entre o atleta e si mesmo dentro de quadra, a necessidade da claridade de pensamento em meio aos conflitos mentais do jogo.
Obra da leitura ou mera coincidência, Mkhitaryan explodiu no Borussia, registrando 23 gols e 32 assistências em 2015/2016, seu melhor desempenho no clube após duas temporadas discretas.
Filosofia e o entendimento de como a matemática pode influenciar no futebol também são aspectos que Thomas Tuchel gosta de se debruçar para atualizar as ideias.
POR FOLHAPRESS
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