4.7.18

Serviço de inteligência russo ajuda seleção francesa a evitar espiões

Desde o início da semana, os treinos da equipe são acompanhados por cerca de 100 agentes de segurança

REUTERS/Tatyana Makeyeva
Didier Deschamps não fez treinamentos táticos na seleção francesa desde a vitória sobre a Argentina, na semana passada, pelas oitavas de final. A constatação é que não há mais nada o que ensaiar, apenas manter a forma física dos atletas e evitar lesões antes das quartas de final da Copa do Mundo, nesta sexta (6), diante do Uruguai, em Nijni Novgorod. Mas a preocupação em que ninguém veja nada que não é permitido continua grande.

Desde o início da semana, os treinos da equipe são acompanhados por cerca de 100 agentes de segurança, entre policiais e integrantes da FSB (Serviço de Segurança da Federação Russa), a sucessora da KGB (agência de informação da época da União Soviética). Eles circulam o centro de treinamento para descobrir se alguém está escondido vendo uma atividade que tem sido, basicamente, toques de bola, exercícios físicos e finalizações ao gol.
Nem mesmo foi possível perceber quem será o substituto de Blaise Matuidi. O volante da Juventus (ITA) não poderá jogar por estar suspenso. Ele definiu a experiência de ficar fora na partida decisiva como "dolorosa".
As escolhas mais óbvias para entrarem na equipe titular são Corentin Tolisso, do Bayern de Munique (ALE), e Thomas Lemar, do Monaco (FRA).
Outros atletas que deixaram o confronto com a Argentina reclamando de dores musculares estão treinando e deverão ficar à disposição: o zagueiro Umiti e os laterais Sidibé e Hernandez.
A preocupação francesa em controlar a informação é tão grande que os jogadores chamados para a entrevista coletiva nesta quarta (4) foram Matuidi (que não vai jogar) e o zagueiro Rami.
"Eles me chamaram para falar com vocês porque Blaie [Matuidi] não é tão engraçado quanto eu", brincou Rami.
As perguntas apenas podem ser feitas em francês e as réplicas devem ser dadas na mesma língua, mesmo que o jogador saiba falar outra. Isso levou a situações como a de um jornalista espanhol que queria saber se Griezmann iria para o Barcelona e usou o Google Tradutor para questioná-lo. A assessoria de imprensa da Federação Francesa não achou graça e não permitiu que a resposta fosse dada pelo jogador.
Apesar de ser um jogador importante no esquema de Deschamps a ausência de Matuidi na França seria menos sentida do que a do atacante Cavani, no Uruguai. Ele deixou a partida contra o Portugal, quando fez os dois gols da classificação, com lesão muscular e é dúvida para as quartas de final. Os jogadores torcem para que o jogador do Paris Saint-Germain veja o jogo das tribunas.
"Edinson [Cavani] vai fazer o que puder [para jogar] e é claro que o Uruguai não é o mesmo time sem ele. Se não jogar...", disse Matuidi. (Folhapress)
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