Procurador-geral da República discursou na 22ª Reunião Especializada de Ministérios Públicos do Mercosul
![]() |
| Adriano Machado / Reuters |
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, rechaçou, nesta quarta-feira (23), a interferência do governo da Venezuela na atuação do Ministério Público daquele país, que tornou-se uma instituição “subjugada a um verdadeiro poder político ditatorial”.
"Assistimos a um estupro institucional no Ministério Público venezuelano", afirmou o PGR, na abertura da 22ª Reunião Especializada de Ministérios Públicos do Mercosul (REMPM), realizada em Brasília.
No evento, Janot pediu aos procuradores-gerais dos países membros do bloco que permaneçam atentos ao estado de exceção que se implantou na Venezuela e a qualquer outro episódio de instabilidade que coloque em risco o desenho do Ministério Público na região.
“Sem independência, o MP do nosso vizinho ao norte não tem mais condições de defender os direitos fundamentais das vítimas e acusados nem de conduzir com objetividade investigações criminais ou de atuar em juízo com isenção”, afirmou.
A cerimônia de abertura da reunião contou com a presença da procuradora-geral destituída da Venezuela, Luísa Ortega Díaz, que foi convidada pelo PGR a participar do evento.
Segundo Janot, os problemas políticos enfrentados no país, que acarretaram em sua suspensão do Mercosul, “não só colocaram em risco a autonomia do Ministério Público venezuelano, como de fato a arruinaram”.
“Nossas vozes devem estar unidas, fortes e prontas para enfrentar tais desafios”, manifestou. Com informações da assessoria de imprensa da PGR.
NOTÍCIAS AO MINUTO


