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Mari, medalha de ouro com a Seleção Brasileira em Pequim,
Foto: Divulgação/CBVvai jogar pelo Vôlei Bauru depois de uma temporada na Indonésia |
"O nível dos salários caiu muito durante a Olimpíada, era para ser o
contrário, mas caiu para todo mundo. A crise chegou pesado no esporte,
pois o patrocinador depende da grana. Estamos em uma situação que
vivíamos há muitos anos, o que não acontecia mais. O quanto mais rápido o
Brasil sair da crise, o esporte vai ser muito grato, porque o salário
diminuiu demais", avaliou a oposta em evento de inauguração da
Superliga, em São Paulo.
A oposta ainda afirmou que o motivo que o levou a retornar ao Brasil
foi familiar, e que as opções na Europa são mais seguras
financeiramente.
"Valeria mais a pena jogar fora ganhando em dólar ou em euro. A minha
opção de ficar no Brasil foi para ficar perto da minha família, pois meu
pai faleceu e eu precisava ficar com eles. Mas, financeiramente
falando, no Brasil não vale a pena ficar", acrescentou.
Campeão olímpico com o Brasil no Rio 2016, o levantador William também
comentou sobre o salário no país e se mostrou favorável às críticas de
Mari.
"Esse ano algumas coisas pesaram, jogar uma Olimpíada em casa, muita
gente quis voltar. A crise pegou todos, ninguém esperava. Não estou
reclamando, mas o vôlei merecia um pouco mais de valor para nós atletas.
Pelo nível dos atletas, poderia estar um pouco melhor", afirmou em
entrevista à
Gazeta Esportiva
.
Eleito o melhor jogador do Mundial de vôlei, vencido pelo Cruzeiro no
último final de semana, William revelou que chegou a receber propostas
de clubes europeus, mas preferiu ficar perto de sua família.
"Eu tive algumas propostas para sair, mas com família, ir para um lugar
onde o clima está meio tenso não é muito interessante… tem vários
fatores. Mas acho importante estarmos aqui, isso pode ajudar para que
ano que vem seja melhor", salientou William.
Gazeta Esportiva


