Campeãs mundiais, eleitas as melhores velejadoras do planeta e favoritas
na primeira Olimpíada que disputariam na vida, justamente em casa. Com
um desempenho brilhante, Martine Grael e Kahena Kunze ignoraram qualquer
tipo de pressão, venceram a regata decisiva da classe 49er FX e
conseguiram, nesta quinta-feira, o sonhado ouro olímpico, o quarto do
Brasil na Rio-2016.
Martine e Kahena, que fizeram a sua parte, só têm a comemorar. As duas chegaram como favoritas ao ouro e souberam lidar com a pressão em uma classe muito disputada até o fim. Nas 12 primeiras rodadas, as brasileiras tiveram como pior desempenho um 11º lugar, foram premiadas pela regularidade e chegaram à regata da medalha empatadas na primeira colocação com as embarcações de Espanha e Dinamarca.
A disputa desta quinta, portanto, era fundamental. Com pontuação valendo em dobro e só dez barcos na Baía de Guanabara, Martine Grael e Kahena Kunze conseguiram se manter à frente das rivais desde o começo da prova, ultrapassaram as neozelandesas ao contornar a quinta marca e conquistaram o ouro.
A conquista é a cereja do bolo para a dupla, que se conhece desde a
adolescência e se juntou no começo do atual ciclo olímpico para uma
campanha memorável rumo ao Rio. Em uma classe nova, como a 49er FX, elas
se destacaram das demais desde o começo da parceria e chegaram à
Olimpíada com um histórico de 25 pódios em 33 competições disputadas.
O ponto alto dessa história foi em 2014, quando elas conquistaram o Mundial de vela em Santander, na Espanha, e levaram o título de melhores atletas do ano pela federação internacional do esporte. Dois anos depois, o favoritismo se confirma justamente na cidade em que as duas vivem e treinam e poderá ser comemorado com toda a família reunida.
Martine conquistou a oitava medalha para a família Grael, a mais tradicional da vela brasileira. O tio, Lars, tem dois bronzes em 1988 e 1996, enquanto o pai, Torben, soma cinco medalhas, sendo duas de ouro, entre 1984 e 2004. Kahena também é filha de um ex-velejador: Claudio Kunze, campeão mundial da classe Pinguim nos anos 1970. Hoje, porém, a glória é só das herdeiras, que alcançam, com méritos, seu lugar próprio no Olimpo.
Uol
Martine e Kahena, que fizeram a sua parte, só têm a comemorar. As duas chegaram como favoritas ao ouro e souberam lidar com a pressão em uma classe muito disputada até o fim. Nas 12 primeiras rodadas, as brasileiras tiveram como pior desempenho um 11º lugar, foram premiadas pela regularidade e chegaram à regata da medalha empatadas na primeira colocação com as embarcações de Espanha e Dinamarca.
A disputa desta quinta, portanto, era fundamental. Com pontuação valendo em dobro e só dez barcos na Baía de Guanabara, Martine Grael e Kahena Kunze conseguiram se manter à frente das rivais desde o começo da prova, ultrapassaram as neozelandesas ao contornar a quinta marca e conquistaram o ouro.
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| imagem: REUTERS/Brian Snyder |
O ponto alto dessa história foi em 2014, quando elas conquistaram o Mundial de vela em Santander, na Espanha, e levaram o título de melhores atletas do ano pela federação internacional do esporte. Dois anos depois, o favoritismo se confirma justamente na cidade em que as duas vivem e treinam e poderá ser comemorado com toda a família reunida.
Martine conquistou a oitava medalha para a família Grael, a mais tradicional da vela brasileira. O tio, Lars, tem dois bronzes em 1988 e 1996, enquanto o pai, Torben, soma cinco medalhas, sendo duas de ouro, entre 1984 e 2004. Kahena também é filha de um ex-velejador: Claudio Kunze, campeão mundial da classe Pinguim nos anos 1970. Hoje, porém, a glória é só das herdeiras, que alcançam, com méritos, seu lugar próprio no Olimpo.
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