Segundo as investigações, eles estão ligados a um setor da Odebrecht que fazia a contabilidade paralela da empresa.
O juiz Sergio Moro mandou soltar 9 investigados presos na terça-feira, na 26ª fase da Operação Lava Jato. Segundo as investigações, eles estão ligados a um setor da Odebrecht que fazia a contabilidade paralela da empresa.
Sete funcionários da Odebrecht e dois suspeitos de serem operadores do esquema foram soltos por decisão do juiz Sergio Moro, depois de terminar o período de cinco dias das prisões temporárias.
Eles foram liberados com a condição de não deixar o país. Também terão de entregar os passaportes em três dias. No despacho, o juiz destacou que há indícios de que executivos da empreiteira obtiveram recursos no exterior quando foram deslocador para fora do país em outras fases a investigação.
A 26º fase da Lava Jato investiga o setor de operações estruturadas da Odebrecht, que segundo o Ministério Público, existia só para administrar o pagamento de propina. Uma das secretárias desse setor, Maria Lúcia Tavares, fez acordo de delação premiada e disse aos investigadores que era responsável por organizar os pagamentos.
No despacho de hoje, o juiz Sergio Moro também informou que vai decidir na segunda-feira se encaminha o material desta investigação ao Supremo Tribunal Federal. Segundo o juiz, foram apreendidos documentos que envolvem políticos com foro privilegiado, que só podem ser alvo de processo no STF.
Entre os documentos estão planilhas apreendidas na casa do executivo afastado da Odebrecht, Benedicto Barbosa da Silva Junior, com mais de 200 nomes de políticos de 24 partidos, associados a valores.
O juiz Sérgio Moro considerou que é prematura qualquer conclusão quanto a natureza dessas contribuições, se são ilícitas ou não.
Ele disse que podem retratar doações eleitorais lícitas ou mesmo pagamentos que não tenham se efetivado.
Afirmou ainda que o ideal seria aprofundar as apurações antes de remeter os processos para Brasília, mas que diante da apreensão e identificação da planilha, a cautela recomenda que questão seja submetida logo ao STF.
O juiz Sergio Moro afirmou que também vai decidir na segunda-feira se encaminha ao STF as investigações da 23ª fase, onde foram presos o marqueteiro do PT João Santana e a mulher dele, Mônica Moura. O casal está preso desde fevereiro, suspeito de ter recebido em contas no exterior e no Brasil, dinheiro do esquema da Petrobras.
G1



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