Os sorteios do Paraíba Cap, que deveriam acontecer neste domingo, estão suspensos por decisão judicial. Haverá ainda o ressarcimento das vendas da última semana do título de capitalização para consumidores que fizerem a solicitação. As informações foram repassadas na tarde de ontem, em coletiva de imprensa, pelo advogado que representa a empresa, Paulo Câmara.
Segundo o advogado, a suspensão do sorteio é decorrente da paralisação das atividades relacionadas ao título, fruto de um parecer emitido pela 4ª Vara Federal Criminal de Pernambuco. A sentença teve como objetivo permitir que a Polícia Federal (PF) cumprisse, em 13 Estados, mandados de busca e apreensão em bingos, caça-níqueis e sedes de títulos de capitalização, como as do grupo que detém o Paraíba Cap, para investigar o uso de empresas filantrópicas para lavagem de dinheiro. Acredita-se que o esquema fraudulento movimentou cerca de R$ 1 bilhão.
“Estamos tentando em Recife, com nosso jurídico lá, derrubar todas as decisões que foram proferidas”, afirmou Câmara, frisando que os responsáveis pelo título de capitalização fizeram questão de colaborar com as investigações e deram livre acesso à sede do Paraíba Cap aos agentes da PF. Conforme ele, a forma de ressarcimento dos títulos ainda será decidida pela empresa e anunciada nos próximos dias.
Em relação aos problemas encontrados pela Justiça com o repasse do dinheiro para ações beneficentes, Câmara explicou que houve equívocos. “Repassamos 50% do que é arrecadado com o título de capitalização para o Instituto Ativa. Eles é que são responsáveis por distribuir o dinheiro entre as instituições de caridade e não temos como informar como esse controle é realizado. Os outros 50% são para gerirmos as premiações e para a manutenção da empresa”, comentou.
“O problema, pelo que eu ouvi até do próprio delegado responsável pelo caso, é a questão da utilização de recursos pelo Ativa. Eles não estariam usando integralmente os valores, estariam gastando com publicidade. E isso é permitido pela Susep (Superintendência de Seguros Privados), porque quanto mais se anuncia, mais se vende”, complementou, ressaltando que a informação de que o Instituto Ativa Brasil seria uma empresa de fachada não procede.
SEDE EM CAMPINA NÃO TEM MAIS PLACA
Um dia após a operação 'Trevo', realizada pela Polícia Federal na Paraíba e mais 12 estados, a sede do Paraíba Cap, em Campina Grande, abriu mas não vendeu bilhetes. A placa que havia em frente ao estabelecimento com a marca da empresa também foi retirada, mas o local continua oferecendo outros serviços, como a venda de outros jogos lotéricos e de recarga de crédito para celulares.
Um dia após a operação 'Trevo', realizada pela Polícia Federal na Paraíba e mais 12 estados, a sede do Paraíba Cap, em Campina Grande, abriu mas não vendeu bilhetes. A placa que havia em frente ao estabelecimento com a marca da empresa também foi retirada, mas o local continua oferecendo outros serviços, como a venda de outros jogos lotéricos e de recarga de crédito para celulares.
Mesmo com suspensão das vendas, por conta da operação policial, o gerente do estabelecimento, Marcos Ferreira, disse que vários clientes continuam indo ao local em busca dos bilhetes do Paraíba Cap. Na última quarta-feira, policiais federais passaram cerca de cinco horas vasculhando o prédio, durante um cumprimento de mandado de busca e apreensão.
O gerente disse que não sabe o que a Polícia Federal buscava no local. “Eu não participei da ação, pois minha presença não foi solicitada. Não sei ao certo tudo que eles levaram, mas percebi a ausência de alguns documentos relacionados ao Paraíba Cap. Como o problema envolveu apenas esta empresa, reabrimos com os demais serviços”, explicou o gerente.
De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Federal de Campina Grande, todo o material que foi apreendido durante os cumprimentos de mandados de busca e apreensão do Paraíba Cap foram encaminhados para a Polícia Federal de Recife, capital pernambucana, onde as investigações estão sendo centralizadas.
A operação também aconteceu nos estados de Alagoas, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio, São Paulo e Rio Grande de Sul, onde foram cumpridos 32 mandados de prisão temporária e preventiva, 57 mandados de busca e apreensão, 47 mandados de sequestro de valores, sequestro de bens imóveis e de automóveis.
A operação também aconteceu nos estados de Alagoas, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio, São Paulo e Rio Grande de Sul, onde foram cumpridos 32 mandados de prisão temporária e preventiva, 57 mandados de busca e apreensão, 47 mandados de sequestro de valores, sequestro de bens imóveis e de automóveis.
Fonte: Jornal da Paraíba


