Registro oficial é de 28 casos por mês, mas estudo revela que só 35% das mulheres denunciam
![]() |
| Delegacia da Mulher em João Pessoa |
De acordo com dados do 8º Anuário da Segurança Pública, divulgado na última terça-feira, pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FPSP), foram registrados no Brasil 50.320 estupros no ano passado. Na Paraíba, foram notificados 340 casos no mesmo período, 28 por mês e quase um por dia. O mais assustador na pesquisa é o fato que a publicação aponta que apenas 35% dos casos são registrados, o que faria com que o país pudesse chegar até a 143 mil ocorrências e o Estado a 971, quase três por dia.
Os técnicos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, responsável pelo anuário, consideram esse índice de falta de denúncias como subnotificações. Ainda que a quantidade de estupros tenha sido mantida, essa perspectiva coloca o país e o Estado em uma situação de extrema atenção.
Em nota, a ministra chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, Eleonora Menicucci, afirmou que é preciso reduzir a subnotificação, consolidando e aperfeiçoando os mecanismos que façam com que as mulheres vítimas de violências sexuais denunciem mais. “Mesmo que o número de estupros ainda seja assombroso, é evidente que a tendência apontada demonstra que as políticas públicas de combate à violência, as campanhas de esclarecimentos, realizadas nos últimos anos pelo Governo com o apoio da sociedade civil organizada, e a coragem das mulheres em denunciar os crimes apresentam resultados. Precisamos cada vez mais somar esforços para avançar no combate à violência contra as mulheres. E, assim, aprofundar a atitude de tolerância zero”, disse.
“Medo de ser mal vista pela sociedade”
A delegada adjunta da Delegacia da Mulher, Vanderleia Gadi, diz que não saberia quantificar os casos que deixam de ser registrados, porém afirma que não são poucos. “Muitas mulheres têm medo de ser mal vistas pela sociedade, além de ter o fator do constrangimento pela invasão de sua intimidade. Ano passado tivemos vários casos que soubemos dos estupros, chamamos as vítimas, mas elas não quiserem representar, o que resulta que não podemos abrir processo e, em consequência, o criminoso fica solto”, revela.
Leia matéria completa na edição deste sábado no Jornal Correio da Paraíba
Fonte: Portal Correio
![]() |
| imagem ilustrativa |



